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Coração Humilde, Gigante Derrotado
As pessoas de coração humilde têm um lugar especial no coração de Deus. O
próprio mestre disse: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3).
Em Tiago 4:6-10, o apóstolo estabelece uma relação entre a humildade, a sujeição a Deus e a resistência ao nosso inimigo. De fato, só podemos nos sujeitar a Deus se formos humildes, e só podemos resistir ao diabo se tivermos humildade suficiente para identificarmos, em nós mesmos, os reflexos das setas que nos foram lançadas por ele.
Ainda no texto de Tiago é dito que “Deus dá graça aos humildes”. Mas que graça seria esta?
A graça que Deus nos concede, é a força para, nos sujeitando a Ele, resistirmos ao inimigo de nossas almas. É graça para, nos chegando a Ele, termos sua presença conosco. É graça para sermos purificados, termos nossos corações limpos, e termos o bálsamo curador derramado sobre nossos corações.
Para isto, precisamos primeiramente nos humilhar diante do Senhor. Quando nos sujeitamos a Ele, podemos resistir ao diabo. E resistir não é fugir. Resistir não é ficar inerte em apatia. Resistir é se opor, se posicionar contra, avançar em vitória. E não conseguimos nos posicionar contra nada se não reconhecermos que precisamos fazer isso.
É aí onde entra a humildade. É necessário um coração humilde para reconhecermos nossas próprias falhas, dificuldades e lutas – seja diante de Deus, de outras pessoas ou de nós mesmos. A nossa tendência como seres humanos é negar, minimizar, ocultar, esconder, manipular, tentar resolver da nossa forma… ou mesmo avançar, porém na nossa própria força – todas estas, atitudes de um coração que ainda não está andando em plena humildade.
No capítulo 17 de 1 Samuel lemos a história do desafio do gigante Golias ao povo de Israel, e como o então jovem Davi, cheio do Senhor, obteve a vitória. Dentro do contexto desta breve meditação, não podemos deixar de notar um detalhe muito interessante, que nos mostra que, quando não nos posicionamos e não resistimos ao inimigo, ele avança em nossa direção. Veja:
“Golias parou e clamou às tropas de Israel e lhes disse: escolhei dentre vós um homem que desça contra mim” (1 Samuel 17:8)
Este era o desafio diário que Golias, representando o exército dos filisteus, fazia contra o exército de Israel. Este desafio durou quarenta dias, quando então Davi se apresenta. A propósito, Davi fora ungido por Deus através do profeta Samuel pouco tempo antes desse ocorrido. Ele, Davi, tinha um coração humilde (1 Samuel 16:7). Antes, porém, do desfecho desta conhecida história, a bíblia nos diz o seguinte:
“Os israelitas, vendo Golias, fugiam dele, temiam grandemente, e diziam uns aos outros: vistes aquele homem que subiu? Pois subiu para afrontar Israel”.
Observe que inicialmente Golias desafia um homem para descer contra ele; e como não se achou homem no exército de Israel que aceitasse o desafio, é dito que Golias subiu para afrontar Israel. Em outras palavras, a esta altura Golias estava literalmente “instalado” dentro do espaço do exército de Israel naquela batalha.
É isto que acontece quando não resistimos ao nosso inimigo: ele se instala. Mas há esperança de vencermos os “gigantes” de nossa vida: devemos nos sujeitar ao Senhor e sermos humildes em admitir nossas imperfeições.
Davi sabia que ele não podia vencer aquele gigante pela sua própria força. Por isso ele disse: “O Senhor me livrará da mão deste filisteu” (1 Samuel 17:37). E disse ainda a Golias: “Tu vens a mim com espada, lança e escudo; mas eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, a quem tens afrontado” (1 Samuel 17: 45).
É preciso reconhecer as nossas limitações e a necessidade de cura em nossas almas e nossas. É necessário que nos cheguemos a Deus, nos purifiquemos, e nos humilhemos na presença dEle.
Para muitas pessoas está sempre “tudo bem”. Alguns têm muita dificuldade de reconhecer que precisam de oração, de um ombro amigo, de cura ou apenas de alguém para o ouvir.
Alguns se acham sempre acima de qualquer situação. Existem pessoas envolvidas em vícios, falta de perdão, lutas de toda a espécie, que jamais se humilham e reconhecem que só se sujeitando ao Senhor se podem vencer os gigantes desta vida…
Por isso Deus diz pela sua Palavra que a graça de resistir ao diabo é para os humildes! Esta graça está disponível a todos, mas será concedida para aqueles que tiverem o coração tão humilde a ponto de chamar o pecado pelo nome, não mentir para si mesmo, não se auto-justificar nem tentar se ocultar do Senhor. Esta graça é para aqueles que simplesmente reconhecerem: “Pai, o meu gigante é esse… e eu preciso do Senhor”.
Que nesta hora nos sintamos fortalecidos pelo Espírito Santo a nos posicionarmos contra o nosso inimigo. Que nos sintamos encorajados a sermos “praticantes da palavra e não somente ouvintes” (Tiago 1:22) e a “confessarmos os nossos pecados uns aos outros para sermos curados” (Tiago 5:16).
Que não nos enganemos a nós mesmos, tentando camuflar diante de Deus nossas culpas, dificuldades e lutas, mas que simplesmente reconheçamos humildemente que, sem Ele, nada somos e nada podemos fazer; e que, portanto, precisamos desesperadamente de sua presença e auxílio em nossas vidas.
Que tenhamos um coração humilde diante de Deus, de nós mesmos e das pessoas que nos cercam, e assim veremos nossos gigantes caírem por terra e serem derrotados.
Helder Assis
Add comment 14 Julho 2009
Sinagoga na Galiléia
A Galiléia é uma região que situa-se ao norte de Israel – conhecida na época
de Jesus como “Galiléia dos Gentios” – e está às margens do Lago de Genesaré ou Mar da Galiléia, que é um grande lago de água doce, muito piscoso, lugar de praias onde as pessoas se divertem e trabalham. Porém, também nesta região existiam “sinagogas”, que em hebraico é Beit Knesset ou Casa de Reunião
As sinagogas eram os locais de adoração e ensino onde a população masculina comparecia a cada Sábado para o estudo e a discussão da Torah (Torah significa “ensino”).
Durante o restante dos dias da semana a sinagoga tinha várias utilidades, tais como: escritório de advocacia, escola, lugar para aconselhamento, etc… Sua função não era meramente religiosa, mas prestava-se também à finalidades sociais, alcançando assim toda a comunidade ao seu redor.
A estrutura de uma sinagoga era muito semelhante à de nossas Igrejas (na realidade, nós copiamos o modelo da sinagoga, com pequenas alterações). No interior da sinagoga havia um altar (lugar onde o piso era mais elevado) onde os “ministros” ficavam à frente do povo.
O salão tinha uma forma de quadrado ou retângulo, com os bancos ou assentos dispostos nas paredes (as pessoas encostavam nas paredes do prédio).
Quando a lotação era muito grande, sentavam-se em bancos dispostos no meio do salão. Ali era lida a porção do Sábado em questão (esta porção chamava-se HAFTORÁ). Alguém habilitado comentava a porção e a mesma era discutida com os presentes.
Quando havia algum visitante, o mesmo era convidado à falar aos presentes. Isso aconteceu muitas vezes com Paulo em suas viagens missionárias.
A sinagoga que vemos está muito próxima à casa de Pedro. Crê-se que Jesus pregou ali muitas vezes (sempre que esteve na Galiléia).
Add comment 14 Julho 2009
Os deuses mitológicos e o verdadeiro Deus
Ao atentarmos para a mitologia de épocas e culturas diferentes, nem sempre encontramos um “deus” bom e amoroso. Calma, já vou explicar!
Em 1 Rs 18 vemos o profeta Elias enfrentando quatrocentos e cinquenta profetas de Baal, o deus principal dos cananeus. Baal era o deus da fertilidade, mas adorá-lo significava envolver-se em prostituição sagrada e sacrifício de crianças. Durante os sacrifícios o povo tocava flauta e tambores disfarçando assim o grito dos bebês primogênitos que eram jogados nas chamas da estátua de bronze oca.Encontramos também na bíblia, Dagom, outro cruel e sanguinário deus.
Em Jz 16.23 nos deparamos com Sanção de cabelos raspados e com os olhos arrancados na finalidade de ter suas forças eliminadas, para então ser sacrificado. Mas mediante a última oração de Sansão, o Deus verdadeiro (o nosso) lhe restituiu as forças para então matar a todos os servos do deus metade homem e metade peixe.
Bel e Nebo eram deuses da astronomia, literatura e saber, mas seus “poderes” não foram suficientes para impedir a queda do império babilônico.”Os ídolos deles são de prata e ouro, obra de mãos de homem. Têm boca, mas não falam, têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem, têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam, têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.” (Sl 115.4-7)
Durante muito tempo os profetas se entristeceram com o povo que se voltava a deuses estranhos, mas como podemos ver, eles não tinham poder algum. E se tratando de deuses não poderíamos deixar de falar do “VERDADEIRO DEUS”, soberano sobre terra e céu.
O nosso Deus pode nos ouvir e também nos responder, e acima de tudo é um pai bondoso que não nega bem algum aos que andam em retidão, afinal deu seu único filho por amor a todos nós. (Jo 3.16) Por que então não adorá-lo, e declara-lo Rei para sempre em nossas vidas?
Tony Rogers Furtado
Add comment 19 Junho 2009
Ponto de vista
“Tenho vos dito isto, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições. Mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”
(João 16:33)
Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas, pois elas são exatamente produtos da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou mesmo um grão de areia. As pérolas são feridas curadas. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada NÁCAR.
Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola nada mais é que uma ferida cicatrizada.
Você já se sentiu ferido pelas palavras de alguém? Já foi acusado de ter dito ou feito algo injustamente? Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Você já sofreu os duros golpes do preconceito? Já foi vítima da indiferença? Então produza uma pérola! Cubra suas mágoas com várias camadas de amor! Infelizmente são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento.
A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e portanto não permitindo que cicatrizem. Assim, na prática, o que vemos são muitas “ostras vazias”, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender, ou transformar dor em amor.
Recentemente, aprendi o significado de uma palavra que se tornou moda na mídia internacional: RESILIÊNCIA. É uma palavra que tem origem na física. Significa a propriedade que têm certos corpos de voltarem à forma original quando cessa a causa ou pressão que os deformava. Hoje esse termo é aplicado em sociologia, psicologia, psiquiatria e até no mundo empresarial.
Nas ciências humanas e sociais significa a capacidade de viver e de se desenvolver positivamente, de um modo socialmente aceitável, independente de estresse, ou adversidade que possa causar risco de comportamento negativo. Nas empresas significa a capacidade de ressurgir das cinzas. Resilientes são os que conseguem superar e triunfar de imensos traumatismos, e ter uma vida normal, apesar de tudo. Aplica-se aos que na infância foram vítimas da guerra.
Aplica-se aos nossos jovens e crianças, criados num meio deturpado pela miséria, pela violência, pela exploração, vítimas da guerra entre quadrilhas, do incesto, da morte e luto prematuros mas que conseguem se tornar gente, cidadãos produtivos e normais, capazes de amar, de trabalhar, de constituir família. Aplica-se a todos os que são alvos de perdas, de golpes, de agressões de todos os tipos, e que, como as ostras conseguem fazer da adversidade uma razão maior para viver. Nós, cristãos devemos ser como as ostras.
O grão de areia é a vida, nua e crua, com suas agruras, incompreensões, decepções… transformadas em pérolas de amizade, aprendizado, compaixão. O nácar é o amor, o agente transformador.
Mas é importante lembrar que para sermos resilientes, nós precisamos de apoio, de ajuda, de uma mão solidária e amiga. Sozinhos, isolados, dificilmente conseguimos escapar das armadilhas da vida. Para ser resiliente você mesmo e tornar resiliente o seu próximo, basta seguir os ensinamentos e o exemplo do nosso Jesus.
Lolla Tardem
Add comment 15 Junho 2009
Andando sobre as águas
“A quarta vigília, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar.”
(Mateus 14:25-33)
Esta é uma passagem bem conhecida das Sagradas Escrituras e nos alerta para o chamado de Jesus. O mestre nos convida a caminhar e experimentar a maravilhosa aventura de seguir a Deus. Assim como no antigo testamento, o povo hebreu passou pelo Mar Vermelho em direcao a liberdade e a terra prometida, no novo testamento Jesus convida Pedro a caminhar sobre as aguas, o maior desafio da sua vida! Era noite escura, e o cenario era de uma tempestade com mar revolto e ventos fortes. Mas Pedro aceitou o desafio e saiu do barco em direcao a Jesus.
Naquele momento ele viveu uma experiencia inigualavel: ele verdadeiramente andou por sobre as aguas. Infelizmente, ao observar o vento e o mar revolto ele sente medo, vacila e afunda. Jesus entao estende a mao e salva Pedro dizendo que ele tinha pequena fé.
Seguir Jesus e andar sobre as águas implica vencer 3 grandes desafios:
1) Encarar e vencer nossos medos e inseguranças o chamado de Deus para nossas vidas requer confiança plena nos Seus propósitos, e principalmente, a certeza de que Ele estara do nosso lado, dirigindo nossas vidas, cuidando e nos protegendo. Quem anda sobre as aguas aceita o preço do crescimento, e nós sabemos que é bom crescer, mas inevitavelmente é um processo doloroso! Temos consciência que vamos ter problemas, mas descansamos na confiança de que Deus trara sempre a soluçao Quem anda sobre as aguas deve estar pronto para administrar os fracassos como uma etapa que faz parte da aprendizagem necessaria para a vida.
Devemos ter em mente que o fracasso nao é o resultado de uma tentativa mal sucedida, mas o julgamento acerca desse resultado. Pedro nao conseguiu permanecer sobre as aguas, mas nao penso que isso tenha sido um fracasso, afinal ele conseguiu andar sobre as aguas enquanto seu foco era Jesus, e só afundou porque olhou para as circunstancias a sua volta. A meu ver, existiam 11 fracassos sentados no barco, porque entendo que fracassar nao é afundar, e sim não sair do barco.
2) Conhecer e abraçar o chamado de Deus para nossa vida Deus tem um propósito e precisamos nao só conhecê-lo, mas também aceita-lo. Só anda sobre as aguas quem sai do barco. Que toma uma decisao, e deixa a segurança do barco para a grande aventura de seguir a Deus e andar sobre as aguas. Quem enfrenta o desafio e anda sobre as aguas, aprende a esperar, descansar e depender plenamente do Senhor.
3) Experimentar a força do poder de Deus e romper os limites Andar sobre as aguas é o desafio maior de seguir nossa vida sem tocar no chao seguro. E caminhar nao por nossas forças e certezas, mas baseado no que Deus tem prometido para nós. Quem anda sobre as aguas estabelece uma relaçao mais profunda com Deus. Jesus ainda procura pessoas que saiam do barco.
Porque devemos correr esse risco? Porque é o único jeito de vencer de verdade, porque é o caminho para uma fé madura, porque é a alternativa a uma vida mediocre e estagnada, porque é como descobrimos o verdadeiro chamado de Deus para nossa vida, porque é sinal de confiança e obediência a Sua vontade…
Existem muitos motivos para sairmos do nosso barco e andar sobre as aguas. Mas há um que supera todos os outros: é nas águas que esta Jesus! Que Deus nos fortaleça e nos abençoe!
Lolla Tardem
Add comment 9 Junho 2009
Familia Estruturada – Prevenção contra as Drogas
Nos últimos anos, tem-se intensificado a escalada das drogas no Brasil. Em recente reportagem, a revista Veja chamou a atenção , em sua capa, para o
problema, denominando-o o “NarcoBrasil”, ou seja, o país do narcotráfico, considerado já o segundo maior consumidor de cocaína do mundo. É uma notória e triste classificação para a nossa Pátria.
Em conseqüência do avanço das drogas, as famílias estão expostas ao perigo, vendo os adolescentes, jovens e até crianças, sendo usados como consumidores do tóxico. O que fazer? É uma questão a que muitos não sabem como responder. Para responder bem, precisamos saber quais as causas que levam uma pessoa a consumir drogas.
CAUSAS DO VÍCIO DAS DROGAS
São muitas as causas que levam as pessoas, principalmente os jovens e adolescentes a se envolverem com as drogas. Dentre elas, destacamos as seguintes:
1) Influência de (falsos) amigos.
O jovem, na escola ou no trabalho, relaciona-se com diversos tipos de colegas. Dentre esses, há os que são viciados, que passam para os outros a idéia de que as drogas são desejáveis; muitos, sem o devido preparo doméstico para viver em coletividade, acabam se deixando envolver, para não ser diferente do grupo, para não sofrer a pressão dos outros. Os viciados não se contentam em ficar drogados sozinhos. Eles, como os alcoólatras, os jogadores de baralho, não sabem viver sem levar outros para o abismo, como diz a Bíblia: “Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas…” (Sl 42.7).
2) Curiosidade e aventura.
O jovem é por natureza curioso. Os adolescentes costumam examinar tudo em sua volta. Ao deixaram a infância, quando viviam dominados por seus pais, em sua maioria, quando chegam à adolescência, querem se “libertar” do jugo dos mais velhos , e descobrirem o mundo por conta própria. Até certo ponto, isso é bom, pois passam a Ter uma visão própria do mundo. O perigo é que eles não sabem discernir entre o bem e o mal. A curiosidade os leva a experimentar certas coisas, dentre as quais o tóxico, que os leva para a prisão da dependência e até da morte. O espírito aventureiro do jovem, se não for bem canalizado para coisas boas, os leva ao pantanal do vício. Daí a importância de integração do jovem e do adolescentes com pessoas que lhe sirvam de padrão, de modelo sadio.
3) Desajuste familiar.
Sem sombra de dúvida, é a causa principal do envolvimento dos jovens e adolescentes com as drogas. O lar é (ou deve ser) o ponto de referência para o adolescente e jovem; o que se passa em casa serve de parâmetro para o seu comportamento em outros lugares; se eles vêm que seus pais são unidos, amáveis, e fiéis, isso serve de referência para sua vida com outras pessoas.
O lar é ponto de apoio. Toda pessoa precisa Ter seu ponto de apoio na vida. Esta é insegura e imprevisível. O dia de amanhã não nos pertence, diz a Bíblia. O adolescente em geral é inseguro, ante a realidade que o cerca. Normalmente, ele se indaga quanto ao porque de sua existência, quem ele é, por que é assim e não de outra forma; qual será o seu futuro, com quem casar, ou não; qual será sua profissão, enfim, como será o amanhã. Com tais indagações na cabeça, acaba mergulhado em questões existenciais, que exigem respostas convincentes e não apenas teoria ou doutrina vazia. Diante disso, o adolescente e o jovem precisam de ter seu ponto de apoio na vida.
E o lar é o ponto de apoio inicial para qualquer pessoa que vem ao mundo. Infelizmente há os que não sabem ou nunca souberam o que é um lar. Conheceram uma casa, um prédio, um edifício, pobre ou rico, com lama ou com piscina; com carro de luxo ou camburão da polícia na porta, e não sabem o que é um lar. Daí, ficam sem o apoio inicial para suas instabilidades emocionais e espirituais.
O lar deve servir de porto seguro para o jovem inquieto. Se ele recebe amor e carinho de seus pais; se sentem valorizados e reconhecidos, têm um auto-estima elevada, e não se deixam seduzir pelos convites e apelo de pessoas infelicitadas pelo vício. Se têm diálogo com seus pais, aprendem que eles são seus verdadeiros amigos, e não se deixam levar pelos falsos amigos da escola, da rua ou do trabalho. Porém, quando isso lhes falta em casa, acabam indo buscar inconscientemente lá fora, em ambientes poluídos pelo vício e pela prostituição.
4) A falta de Deus na vida.
Se o desajuste familiar é a causa primeira para o envolvimento com as drogas, a falta de Deus na vida é a causa-mãe de todo o problema. Quando a pessoa tem a presença de Deus em sua vida, sente força e energia interior, para fazer frente ao vício, encarado como pecado, como ofensa a Deus. Conhecemos inúmeros casos de jovens, filhos de pais separados, viciados, e até drogados, que não querem nada com o tóxico.
Eles aceitaram a Cristo como seu salvador e foram libertos dos traumas familiares, e passam a ver situação do ponto de vista espiritual, reconhecendo que o mal é causado pelo Adversário de suas almas, e passam a enfrentar o problema de frente, sem medo e sem fraqueza. Cumpre-se o que diz S. Paulo: “Eis que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17).
A SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA DAS DROGAS
A Bíblia diz para os crentes: ” resisti ao diabo, firmes na fé, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7). Quando o jovem tem o Espírito Santo em sua vida, ele tem forças sobrenaturais para vence o mal. O vício é um agente do diabo para a destruição de vidas. Ele não pode ser combatido somente com ensino, instrução, técnica, e ações policiais.
Tem que ser combatido no lado espiritual, e só Deus dá vitória contra o diabo. S. João , dirigindo-se aos jovens, diz: “Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno” (1 Jo 2.14). Esta é uma verdade que os educadores materialistas não querem aceitar.
Num encontro de autoridades , educadores, psicólogos, havido em Natal, um jovem cristão resolveu comparecer para dar seu testemunho, dizendo que estava liberto das drogas. Ele foi barrado. Uma senhora, evangélica, que quis falar sobre o Desafio Jovem, também foi impedida de falar no encontro, pois seus promotores alegaram que não acreditavam em religião, e que ali estavam, analisando o problema das drogas sob o ponto de vista científico. Nada temos contra a verdadeira ciência, que estuda as causas e os efeitos dos fenômenos observáveis.
Entretanto, a ciência não explica tudo. É limitada àquilo que pode ser percebido pelos sentidos normais do ser humano. Mas existe o lado espiritual da realidade humana, que não se explica em termos racionais.
As drogas, assim como a prostituição , as bebidas, a violência, são agentes utilizados pelo diabo para a destruição de preciosas vidas. Tudo isso tem origem espiritual e não científica, em última análise. Se as autoridades e a sociedade quer ver o problema das drogas resolvido, e o vício vencido, terá que reconhecer que as causas estão no desajuste familiar e na falta de princípios e valores espirituais na vida das pessoas, especialmente dos pais e dos jovens, que não dão valor às coisas de Deus, à igreja verdadeira e à Sua Palavra.
Fora dessa perspectiva, que valoriza a parte espiritual, não há esperança nem solução para o problema dos tóxicos, que tem origem na fonte do mal , que é o diabo. Se alguém é livre de drogas, aqui e ali, muitos outros serão atraídos pelas forças diabólicas do vício. Sem Deus e sem família não há solução.
CONCLUINDO
Assim, dente as causas mais importantes que contribuem para que os jovens se envolvam com as drogas, ressaltamos que o desajuste familiar a falta de Deus na vida são as que mais concorrem para que vidas sejam destruídas. Não adiantam campanhas de educação, campanhas publicitárias dos governos, visando prevenir o problema.
Na realidade elas apenas atacam os efeitos. As causas precisam ser analisadas e tratadas com realismo e coragem. A família precisa ser valorizada.
Infelizmente, na mídia, especialmente na TV, a família tradicional , nuclear, que é o modelo criado por Deus, está sendo ridicularizado, desmoralizado, em novelas, programas humorísticos e em muitos outros; em cadernos de jornais, é comum vermos articulistas exaltando o homossexualismo, a prostituição, o adultério e a fornicação como sendo coisas elevadas, atualizadas, modernas, desejáveis; enquanto que a família, o casamento e o lar são vistos como coisas ultrapassadas, “caretas”, e quadradas.
Que adianta combater o tráfico de drogas se a família está sendo destruída pelos falsos formadores de opinião, nas escolas, nas faculdades, onde professores materialistas passam para os adolescentes em formação , que a prostituição de meninas e meninos nada tem de mais, desde que eles tenham o cuidado de usar a camisinha?
A tão decantada “educação” sexual nas escolas, no País, está sendo transmitida por pessoas em grande maioria racionalistas e materialistas, que apenas passam instruções. É uma “educação” informativa, apenas.
Que mostra o corpo, seu funcionamento, e diz que tudo é certo, nada é errado, depende da pessoa, num relativismo perigoso, que não valoriza a ética, os bons costumes e os princípios espirituais, emanados da palavra de Deus. Aliás, a Bíblia é palavra proibida na maior parte dos ambientes escolares. Com Deus fora da Escola, ela fica do jeito que o diabo gosta, pois o ser maligno tem todo o ambiente para agir nas mentes de professores e alunos, levando-os para o mal, para a prostituição e para as drogas.
A juventude está necessitando de uma educação formativa, que contemple não só instruções, mas valores éticos e morais elevados, que norteem a vida deles. Ainda bem que algumas autoridades já estão despertando pelo menos para uma parte das causas do problema das drogas.
A seguir, transcrevemos um texto de um artigo de jornal, em que uma autoridade no assunto reconhece que a família precisa ser valorizada.
“FAMÍLIA CONTRIBUI COMO SÉRIA CAUSA”
A principal causa da escalada das drogas no Rio Grande do Norte, assim como em todo o Brasil, está na própria família. Essa conclusão é da presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes do Rio Grande do Norte (Conen), delegada de policia Antônia Deusa Martins dos Santos, que aponta esse núcleo social co-mo o alvo a ser tratado, no pro-cesso de combate ao tráfico.
Segundo ela, o problema das drogas deve ser visto como uma grande árvore, que cresce continuamente.
“O segredo para se matar essa árvore é atacar um ponto que está na raiz: a família’; disse Antônia Deusa, revelando que todos os casos que chegam ao Conen são de jovens perten-centes a famílias desajustadas emocionalmente. “Quando os pais chegam aqui e conversamos durante dez minutos, já dá para identificar que muitas vezes eles próprios são o motivo dos filhos terem se envolvido com drogas.”
Para a delegada, maus hábitos, assim como ausência e falta de amor dos pais, aliados à concessão de liberdade exacerbada aos filhos, são as principais armas dos traficantes no momento de atrair jovens sadios para o submundo das drogas. Antônia Deusa lembrou ter caído por terra o estigma de que apenas as famílias pobres são vítimas do narcotráfico e procuram ajuda para seus filhos. “Apesar de chegarem aqui cheias de receio, as famílias de classe alta nos procuram tanto quando as pobres, simplesmente porque elas não têm escolha, precisam de ajuda.”
No Conen, essas pessoas são orientadas a manter um diálogo estreito com os filhos, ganhando sua confiança e, principalmente, a impor limites a eles, como forma de protegê-los da ação dos traficantes. “Tem gente que me diz: ‘Mas eu não sei porque isso acontece.
Eu amo tanto meu filho, dou tudo a ele’. Não entendem que é justamente aí onde está o problema. Eles deixam os filhos fazer tudo o que querem”, observa a delegada, frisando que a participação da família na prevenção e coibição das drogas é fundamental.
“No momento em que uma família se estrutura e o filho passar a enxergar os pais como amigos, ele não dará mais atenção aos traficantes, que são uma espécie de falsos amigos. Sem ter a quem vender, todo o sistema de distribuição de drogas estará prejudicado”, concluiu a delegada.
Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Add comment 9 Junho 2009


